sexta-feira, 6 de outubro de 2006

Mãe


Querida Mãe!
Hoje apeteceu-me escrever-te…
Há tantos anos que isto não acontece!
Mas agora, momentos estes de desalento
Em que não sei que fazer,
Mergulho na solidão e então vejo…
Vejo tudo o que me rodeia,
Tomo um pouco mais de atenção, penso…
Andas tu a matar-te em vida,
Para dar um futuro a quem o não tem.
Sim, chego a essa conclusão!
Tou num poço sem fundo!
Não vejo solução para nada.
Choras tu por mim
E eu por ti, por nada te conseguir dar!
Nada te consigo demonstrar!
Até a minha alegria, eu tenho de fingir.
Em que mundo eu vivo.
Sorrir quando minha vontade é chorar
Viver quando meu desejo é morrer.
Mas tu não mereces tal sofrer.
Queres o mundo nos dar.
Eu queria tanto aceitar,
Mas não sei se um dia terei forças
Forças para tudo disfarçar,
Será que algum dia me vais encontrar
Em descanso, e a sonhar…
A sonhar com uma alegria maior.

(13 de Fevereiro de 2001 - 02h21)

A Noite Que Sou Eu



Que sombria estás tu hoje!
Teu Céu escuro, onde apenas
A Lua e as Estrelas brilham
Têm uma certa luminosidade!
Hoje nem o vento contigo nada quer!
Parece uma noite de Verão!
O Ar é quente porque estás viva
E o sangue ainda te corre plas veias.
No centro do teu mundo escuro
Nenhuma pessoa vagueia,
Encontram-se escondidas, com medo…
Com medo da tua luz forte que as cega.
Luz essa que em breve se apagará,
Porque chega o dia e o Sol chega também!
Pronto e disposto a tapar tua beleza.
É tão forte e radioso que dispensa
O brilho das tuas amigas estrelas.
Mas… também quem precisa delas, não é?
Luas todos nós temos…
Estrelas por vezes também
Basta que qualquer coisa corra mal
E aí estão elas, brilhantes,
E sorrateiramente invadem teu rosto
Ficando tu noite triste
Lavada em estrelas
Exactamente como agora!
Que sombria noite está!!

( 13 de Fevereiro de 2001 - 02h08)